Roque Santeiro

/ 1985

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Foi uma honra e uma sorte para mim ter sido convidado pelo Dias Gomes para colaborar em “Roque Santeiro”, minha primeira novela. Lendo os primeiros 51 capítulos, escritos pelo Dias para a versão proibida em 75, e que foram ao ar praticamente ipsis litteris em 85, descobri o que era uma novela de qualidade. E foi ali que aprendi o básico do ofício. Escrevi trinta capítulos e me orgulho de ter influenciado algumas decisões fundamentais do desenvolvimento da história. Por exemplo, o Aguinaldo Silva, que assumiu a trama entre os capítulos 51 e 160, queria revelar a identidade de Roque Santeiro, ali pelo capítulo 90. O Dias estava viajando nesta época. Eu questionei a decisão e, com a ajuda do Joaquim Assis, felizmente consegui convencer o Aguinaldo que seria um erro fatal, acabaria com o gancho que sustentava a novela. Foi o primeiro de vários trabalhos que fiz com o Dias Gomes.